Sob pressão, pastor dos EUA confirma decisão de queimar cópias do Corão
Terry Jones, pastor da Igreja Dove World Outreach, na Flórida, confirmou na manhã desta terça-feira sua decisão de queimar cópias do Corão no próximo dia 11 de setembro, exatos nove anos depois dos atentados terroristas que mataram mais de 3.000 em Nova York e Washington.
O chefe das tropas de Estados Unidos no Afeganistão, general David Petraeus, advertiu que a queima do livro sagrado do Islã “pode causar problemas significativos” para as forças americanas em países muçulmanos.
Jones disse em uma entrevista à rede CNN que os EUA “enfrentam um inimigo com o qual não se pode dialogar e ao qual deve se mostrar força”.
O pastor, que dirige a igreja carismática cristã em Gainesville, no Estado americano da Flórida, disse ainda que a queima do Alcorão “não é nem um ato de amor, nem um ato de ódio, mas sim uma advertência sobre a ameaça que representa o islã”.
Ele afirma ainda que decidiu declarar 11 de setembro como o “dia internacional de queimar um Corão”.
Na véspera, centenas de pessoas fizeram uma manifestação em Cabul, capital afegã, em um protesto contra os planos de Jones. Petraeus disse que se a queima for realizada, “a segurança de nossos soldados e civis estarão em um perigo maior e nossa missão se tornará mais difícil”.
Os protestos levaram ainda milhares de pessoas a se manifestarem em torno da Embaixada dos EUA em Jacarta, na Indonésia. A Associação Nacional de Evangélicos organizou uma “congregação para a paz” entre cristãos, muçulmanos, judeus e hindus para uma vigília na véspera do 11 de setembro.


